Quem sou eu

Minha foto
"Quando começares a tua viagem para Ítaca, reza para que o caminho seja longo, cheio de aventura e de conhecimento...enquanto mantiveres o teu espírito elevado, enquanto uma rara excitação agitar o teu espírito e o teu corpo." ...Konstantinos Kaváfis,trad.Jorge de Sena in Ítaca
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, não será publicado comentários que firam a lei e a ética.
Por ser muito antigo o quadro de comentário do blog, ele ainda apresenta a opção comentar anônimo, mas, com a mudança na legislação

....... NÃO SERÁ PUBLICADO COMENTÁRIO ANÔNIMO....

sábado, 12 de março de 2011

Jack Kerouac rei dos beats

Na foto, o ator Garrett Hedlund, protagonista do filme, aparece dançando em um bordel no México. A imagem foi feita por Gregory Smith, usando uma antiga máquina fotográfica Leica M e filme Tri-x preto e branco.
A foto foi divulgada pela editora LP&M, responsável pela publicações de "On the Road" e outras obras de Kerouac no Brasil.


Homenagem

Kerouac, que faria 89 anos hoje, em aspas
por Milly Lacombe no Portal IG

"O autor de On The Road, um de meus livros prediletos, nasceu no dia 12 de março de 1922 e morreu em outubro 1969, aos 47 anos. Faria, portanto, 89 anos hoje.
Kerouac é um dos pais da geração beat, escritores que surgiram depois da Segunda Guerra Mundial e que popularizaram um estilo de escrever completamente novo (dinâmico, apressado, coloquial), além de carregar com eles a necessidade da experimentação (seja sexual ou com drogas) e um profundo inconformismo com o sistema, com o estado das coisas estabelecidas.

On The Road é considerado por muitos como a bíblia hippie, e, nesse cenário, o pisciano Kerouac, que morreu cedo demais, é o messias de toda uma geração.
Tenho por ele o respeito que tenho por aqueles que, com arte, desafiam opiniões consagradas, a admiração que nutro por gente que teima em indicar novos caminhos, novas ideias e uma forma diferente de ver o mundo, a despeito de críticas e de julgamentos sempre tão amplamente promovidos pelo status-quo.

Como homenagem, Kerouac em algumas aspas, e aquela que é para mim a melhor matéria já escrita a respeito dele e de On The Road, em uma edição da Vanity Fair de 2007:
“Minha falha não é a paixão que tenho pelas coisas, mas sim a falta de controle sobre ela”
“Talvez a vida seja isso; um piscar de olhos e estrelas piscantes”
“Todo o ser humano é também um ser de sonhos. Sonhar é o que une toda a humanidade”
“Não tenho nada a oferecer a não ser minha própria confusão”
“Espero que seja verdade que um homem pode morrer e não apenas viver em outros, mas também dar vida a eles, e não apenas vida, mas um enorme entendimento da vida."

*Milly Lacombe é jornalista e escritora, tem quatro livros publicados e colabora para várias publicações. Morou sete anos em Los Angeles, de onde contava principalmente histórias sobre cinema e Hollywood. Passa os dias com livros dos mais variados tipos

On the Road – romance e filme

On the Road (Pé na Estrada em português) é considerado a obra prima de Jack Kerouac, um dos principais expoentes da Geração Beat estadunidense, sendo uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocavam a mochila nas costas e botavam o pé na estrada. Foi lançado nos Estados Unidos da América, pela primeira, vez em 1957.

Responsável por uma das maiores revoluções do século XX, On the Road escancarou ao mundo o lado divertido da experiência da vida americana, a partir da viagem de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriaty – que atravessaram os Estados Unidos de costa a costa. Acredita-se que Sal Paradise, o personagem principal, seja o próprio Jack Kerouac. Também são encontrados no livro alguns escritores na forma de personagens, como Allen Ginsberg, como Carlo Marx, e William Burroughs, como Old Bull Lee.

É um livro que influenciou a música, do rock ao pop, os hippies e, mais tarde, até o movimento punk.
Fonte de pesquisa: Wikipédia

On the Road foi adaptado para o cinema e foi dirigido pelo brasileiro Walter Salles
Conta as aventuras de Sal Paradise e Dean Moriarty, estréia no Brasil no dia 25 de novembro de 2011.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Democracia, paz e guerra

Por que as demandas por maior participação política de correntes definidas como “diferentes” e “preocupantes são difíceis de serem abarcadas pela democracia?

Assista ao vídeo e reflita sobre a possibilidade de paz no mundo

Num bater de asas de borboleta... no Texas.

HUNDREDS "tanks" APC’s / Medical... moving EAST through TEXAS.. March 7, 2011

A música e o Sagrado

Ao contrário do funk, rap, hip-hop e samba que são mais ligados ao corpo, à sensualidade e à sexualidade, a música abordada nesse tópico busca a integração com a espiritualidade, o elo com o Sagrado.

Uma vez que não é divulgada pela mídia talvez também seja vista com reservas.

Para Gurdjieff as leis musicais são perfeitamente simbólicas da estrutura e do funcionamento da vida interior do homem e da Criação.

Hartmann disse: Se nós compararmos a música de todas as religiões veremos que a música desempenha um papel importante, uma parte importante nos assim chamados ‘ofícios religiosos’. Mas, após termos ouvido George Ivanovich (Gurdjieff), podemos entender mais e melhor que a música ajuda-nos a nos concentrarmos, a nos trazer para um estado de maior profundidade no qual podemos receber as maiores emanações possíveis. É por isso que a música é exatamente a coisa que o ajuda a ver mais alto.

A música elaborada por Gurdjieff em colaboração com seu aluno o compositor Thomas de Hartmann, simboliza a idéia da música como um elo com o Sagrado.

Thomas de Hartmann : « Rituel d'un ordre soufi », piano (3 extraits)


Faria diferença se fossem brasileiros, argelinos, egípcios, marroquinos, favela ou gueto?

*Chullage é o nome artístico de Nuno Santos.
É um rapper português,ativista e administrador de uma associação de apoio social na Arrentela.

Mostra do "Rio Baile Funk" em Paris

O baile funk é uma leitura e interpretação do cotidiano das favelas onde são derrubadas a convenção e a ilusão de integração social.Possui seus códigos de disciplina e é um direito cultural que os jovens das favelas se auto-reivindicam sem pedir a ninguém.



(Do Evolução Francesa) - Vincent Rosenblatt aterrissou pela primeira vez em terras brasileiras em 1999 por conta de um intercâmbio da École Nationale des Beaux-Arts. Logo depois de formado, deu um jeito de se mudar de vez para cá. “Fui irresistivelmente atraído pela vibração dos bailes, que derrubam os alicerces de uma convenção social e minam a ilusão de integração social no Brasil”, revela o francês, que já mora há oito anos no Rio de Janeiro.

Impressionado com a fragmentação social da cidade, com seus muros invisíveis que separam as favelas do asfalto, o fotógrafo decidiu registrar a cena funk carioca. “Logo percebi que eu poderia achar uma forma de ser aceito nos bailes e poder olhá-los mais de perto. Então, desde 2005 venho dedicando centenas de noites sem sono ao mergulho nos bailes, no corpo-a-corpo com o povo funkeiro”. Segundo ele, o baile funk de favela representa o exercício da liberdade de expressão absoluta. “Muitas vezes desprezados pela elite, os bailes funk constituem o principal espaço para o mix social, atraindo a cada fim de semana centenas de milhares de jovens da cidade inteira. Para muitos frequentadores, não é apenas diversão, mas uma necessidade vital, um direito cultural e cívico, algo pelo qual às vezes até arriscam a vida”, reflete.

Seu incansável trabalho faz nascer a expo “Rio Baile Funk”, um compilado de cliques que já passou pelo Rio, Brasília e Estocolmo. Agora, a mostra acaba de chegar a Paris e fica em cartaz até o dia 10 de abril na Maison Européenne de la Photographie.