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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A nudez é uma forma eficaz de protesto?


Tirar a roupa em nome de uma causa ajuda a chamar a atenção ou atrapalha a luta? ...

Ricardo Donisete , iG SP | 

 “O protesto nu manda uma mensagem: ‘Esse corpo é meu, dele eu faço o que quiser e uso da forma que eu quero. Eu mando no meu corpo’”, afirma Sara Winter, organizadora do Femen Brazil

Com os seios desnudos e pedindo atenção para a violência contra a mulher, as ativistas do Femen Brasil protestaram na última quinta-feira (31/01/2013) no centro de São Paulo. No dia anterior, também seminus, desempregados fizeram uma manifestação contra os cortes nos serviços sociais na cidade de Bilbao, na Espanha.

Os dois protestos, separados por considerável distância não só geográfica, mas também de motivo, são representações claras de um fenômeno cada vez mais evidente: o uso da nudez para chamar a atenção para causas tão diversas que vão da desigualdade social ou de gênero a problemas cotidianos, como o desrespeito aos ciclistas no trânsito das grandes cidades.

“O protesto nu manda uma mensagem: ‘Esse corpo é meu, dele eu faço o que quiser e uso da forma que eu quero. Eu mando no meu corpo’”, afirma Sara Winter, organizadora do Femen Brazil, representação local de um movimento nascido na Ucrânia, em 2008.

Autora do livro “Corpo, Envelhecimento e Felicidade” (Civilização Brasileira), a antropóloga Mirian Goldenberg diz que o uso da nudez como protesto quebra expectativas. “Inverte o tradicional uso do corpo como uma mercadoria, vinculado ao sexo, especialmente no caso da mulher”, analisa. “Num protesto, você mostra o seu corpo como ele é e como você quer. O uso dele é feito como um gesto político, de liberdade”, completa.

Mas esse tipo de protesto nem sempre é bem visto. Numa entrevista ao site Opinião & Notícia, a socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa, ex-professora da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Maringá, disse que essas manifestações são inócuas porque a nudez acaba chamando mais atenção do que a causa.

“Há formas de protesto mais inteligentes. Em alguns casos, vira deboche e até é prejudicial à causa”, pontuou Maria Lúcia sobre a nudez como forma de ativismo. E você, o que acha deste tipo de iniciativa? Dê a sua opinião na enquete.

Fotos:

A matéria traz também além de fotos, uma pesquisa.
Pesquisa: A nudez é uma forma eficaz de protesto?
Sim, o nu atrai a atenção das pessoas para a causaNão, o nu acaba chamando mais atenção do que a causa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como fazer amigos na vida adulta?


Entre adultos, a maioria das amizades é feita em função das atividades que compõem suas rotinas

Danielle Nordi

Não são raras as pessoas que, por volta de seus 30 anos de idade, começam a se perguntar “onde foram parar os meus amigos?”. Com a correria do dia a dia e as mudanças normais de rotina que todos vivenciam ao longo da vida, fica cada vez mais complicado ter tempo – e disposição – para cultivar amizades. E, para piorar, os amigos que acabam ficando para trás não costumam ganhar nenhum “substituto”.


Arquivo pessoal
Um grupo de mulheres se conheceu e criou laços de amizade na escola dos filhos

“De um modo geral, adultos não procuram fazer novas amizades.” É o que afirma a psicóloga Angelita Corrêa Scardua, mestre em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Psicologia Junguiana pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Isso acontece porque, de maneira geral, vamos acumulando ideias pré-concebidas do que é legal e do que é bom. É difícil uma pessoa se encaixar perfeitamente nestes requisitos já pré-estabelecidos”, explica. “Tendemos a julgar muito pela aparência e isso restringe muito o nosso grupo de amigos.

Fora a falta de tempo que vem com o acúmulo de diversas atividades e o cotidiano comprometido por trabalho e família, os interesses também mudam, e, com eles o perfil dos amigos. Estes fatores representam uma grande restrição em termos de oportunidades para incluir amigos novos em nossas vidas. “Procuramos pessoas com quem tenhamos afinidade, mesmo que momentânea. É um processo natural e todos passam por isso. O que acontece é que quando somos adultos nossa rotina é bastante engessada com emprego e família”, explica Angelita.

Casadas x solteiras 

Uma grande mudança no estilo de vida pode ameaçar algumas amizades. O casamento e o nascimento de filhos, por exemplo, podem alterar de maneira profunda rotinas e interesses. Será que a amizade entre mulheres casadas e solteiras é possível?
“Eu falo para algumas amigas solteiras que, quando elas chegam em casa, o dia delas está acabando. Para quem tem filhos, o dia está começando”, afirma a fisioterapeuta Patrícia Macedo Bento Santos, 38, mãe de um menino de seis e uma menina de três anos. É justamente aí que mora a dificuldade de cultivar algumas das relações mais antigas. O ritmo de vida torna-se muito diferente e é preciso empenho para que ambas abram espaço em suas rotinas para conservar a relação. “A vida social de quem tem filhos gira muito em torno da criança, o que não acontece com quem é solteiro. As duas precisam se comprometer com a amizade para que não se distanciem.”, diz Angelita.

Para a organizadora de casamento Thais Denker, 27, que é solteira, o casamento das amigas não representou um problema grave. “Muitas já têm filhos e festas infantis fazem parte da minha rotina. Sempre participo e, com isso, preservo pessoas importantes na minha vida”, afirma. Thais reclama, no entanto, que muitas amizades terminaram porque os que casaram tiveram filhos e foram incapazes de acumularem tantas funções.
A psicóloga e coach Rosângela Casseano lembra que muitas relações não são encerradas necessariamente por causa das crianças. “Às vezes acaba antes, durante o namoro mesmo. Muitas mulheres, por exemplo, começam a namorar e os homens não se tornam amigos. Isso pode contribuir para um afastamento”, afirma.

Onde estão os novos amigos? 

Mas quem anda negligenciando essa parte da vida pode estar cometendo um erro. “Ter amigos é um dos melhores presentes que podemos nos dar”, afirma Rosângela.


O ambiente de trabalho costuma ser uma fonte óbvia de novos contatos sociais da vida adulta: os interesses e problemas, mesmo que sejam passageiros, são compartilhados pelos colegas de emprego, explica Angelita. "O vínculo vem de forma bastante facilitada."
Mas o trabalho não é a única saída. Além do emprego, os filhos acabam se tornando aliados cada vez mais importantes. Foi o caso de um grupo de mais de dez mulheres, do qual Patrícia faz parte, que se viram compartilhando as mesmas alegrias e angústias da maternidade. Elas se conheceram na escola dos filhos, e mantêm contato estreito há anos. “Nos encontrávamos nas festas da escola e nos aniversários das crianças, mas percebemos que tínhamos realmente afinidade e começamos a marcar jantares e almoços com mais frequência”, afirma Patrícia.
A amizade é tão presente que a estudante Aimara Crepaldi, que vive atualmente na Alemanha, fez questão de comemorar o aniversário da filha de seis anos aqui no Brasil, em julho deste ano, com as amigas do grupo da escola. “Sempre ouvi dizer que crianças unem os adultos. Nós somos um bom exemplo disso. Nossos filhos nos deram a oportunidade de fazer amigos especiais”, conta.

Outra integrante do grupo, a comerciante Edna de Souza Oliveira, 45, revela que o interesse em atividades em comum foi o principal ingrediente que as uniu. “Fazemos programas sociais de acordo com nosso momento de vida. Buscamos oportunidades das crianças se divertirem e nós também. Almoçamos, de vez em quando, apenas nós mulheres. Isso reforça muito nosso vínculo de amizade também.”
“É importante ressaltar que toda relação tem início, meio e fim. O término não pode ser fonte de sofrimento agudo. Precisamos aceitar isso para poder viver melhor. Além disso, amigo não precisa estar presente todos os dias. O sentimento de amizade é mais importante e compensa ausências que possam ocorrer”, afirma Rosângela.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Conheça as competências para o século 21


As tecnologias estão cada vez mais presentes em sala de aula, o professor tem que se preocupar em preparar o aluno para ser atuante em um mundo em transformação e ajudá-lo a desenvolver as tão faladas competências específicas para o século 21, certo? Tudo certo, exceto pelo fato que ninguém sabe exatamente que competências são essas – o que é bem desesperador para pais, professores e gestores públicos, que não têm o embasamento necessário para definir o que podem oferecer para que suas crianças e jovens tenham acesso à melhor formação possível.
Intrigado com essa questão, um grupo de fundações pediu que o National Research Council, uma organização norte-americana que faz pesquisas sobre temas importantes da sociedade para ajudar governos a desenharem políticas públicas, reunisse especialistas para definir quais são essas competências. Durante um ano, um comitê formado por educadores, psicólogos e economistas fez pesquisas sobre o que se espera que os estudantes alcancem nos seus ciclos escolares, nos seus futuros trabalhos e em outros aspectos da vida. O resultado, publicado no fim de julho no livro digital “Educação para a Vida e para o Trabalho: Desenvolvendo Transferência de Conhecimento e Habilidades do Século 21“, tenta dar nomes aos bois e ajudar professores e gestores públicos a prepararem os estudantes para o século 21. O download é gratuito.

crédito olly/Fotolia.com

De acordo com o estudo, o aprendizado que tanto se procura está relacionado à capacidade de aplicar o que se aprendeu em situações novas, o que os estudiosos chamaram de “transferência de conhecimento”. Isso significa, exemplificam os autores, que não basta o aluno aprender os conceitos matemáticos de média, moda e mediana, ele precisa conseguir usar o que aprendeu na sua vida. Essa habilidade de transferir o que se sabe, seja em circunstâncias da vida real, seja dividindo conhecimento com outras pessoas, ajuda os estudantes a desenvolverem as competências para o século 21.
Tais competências foram divididas em três grandes domínios. O primeiro deles é o cognitivo, que é aquele que envolve estratégias e processos de aprendizado, criatividade, memória, pensamento crítico; é o que está relacionado à aprendizagem mais tradicional. Segundo os autores, essa é a dimensão em que se tem uma oferta mais farta de pesquisas e, por isso, há claras evidências de que o bom desempenho nessa área traz bons resultados posteriores na vida do aluno.
Os outros dois domínios, muito menos estudados, são o intrapessoal e o interpessoal. O intrapessoal tem relação com a capacidade de lidar com emoções e moldar comportamentos para atingir objetivos. Já o interpessoal envolve a habilidade de expressar ideias, interpretar e responder aos estímulos de outras pessoas.
Os três domínios, no entanto, não são estanques. Existe uma interseção entre eles que envolve habilidades que podem estar em mais de um domínio, conforme imagem a seguir (clique para uma melhor visualização).
crédito "Educação para a Vida e para o Trabalho"

Apesar da falta de pesquisas que ajudem a embasar as conclusões, sobretudo nos campos inter e intrapessoais, os especialistas apontaram que características relacionadas à consciência crítica, como ser organizado, responsável e dedicado ao trabalho, trazem resultados desejáveis na educação. Por outro lado, o comportamento antissocial acarreta resultados negativos.
Diante desse contexto, os pesquisadores alertaram para dois grandes desafios que deverão ser enfrentados. O primeiro deles diz respeito à falta de pesquisas, que atrapalha a criação de currículos e avaliações dos alunos. O segundo, que depende de novas abordagens no sistema educacional e políticas públicas específicas, é a oferta de capacitação de professores para que eles sejam capazes de criar ambientes favoráveis à troca de conhecimento.
Apesar de ainda serem necessários alguns estudos para pavimentar esse caminho, os pesquisadores dão seis dicas de atuação em sala de aula para que professores possam preparar o aluno para o século 21 – que começou há 12 anos.
1)   Procure usar representações variadas, como diagramas, representações numéricas e matemáticas, simulações;
2)   Encoraje uma postura questionadora e proporcione momentos em que os alunos possam expor o que sabem;
3)   Incentive os alunos a participarem de desafios; neste processo, seja um facilitador, dê feedback e os faça compreender seus próprios processos de aprendizagem;
4)   Ensine dando exemplos, citando casos; use, por exemplo, modelos de passo a passo explicando cada etapa;
5)   Prime pela motivação dos alunos, escolhendo temas que se conectem com suas paixões; incentive-os a resolver problemas, preste atenção na evolução de seus conhecimentos, muito mais que em suas notas;
6)   Use avaliações formativas em que o aluno é monitorado continuamente.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rio inaugura escola sem salas, turmas ou séries


Por Patricia Gomes

O Rio de Janeiro começa, nas próximas semanas, a experimentar um novo tipo de escola. Nada de séries, salas de aula com carteiras enfileiradas e crianças ordenadamente caminhando pelo espaço comum. A aposta para dar a 180 crianças e jovens da Rocinha uma educação mais alinhada com o século 21 é o Gente, acrônimo para Ginásio Experimental de Novas Tecnologias, na escola Municipal André Urani. O espaço, que acaba de ser totalmente reformulado para comportar a nova proposta, perdeu paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e ganhou grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores.
Não houve pré-seleção. Os alunos que farão parte dessa nova metodologia já são os matriculados na escola antes da reforma. Mas agora as antigas séries serão extintas e não haverá mais as salas de aula tradicionais, com espaço para 30 e poucos alunos. Em vez disso, os jovens – que estariam entre o 7o e 9o anos – serão agrupados em equipes de seis membros, chamadas de “famílias”, independentemente de sua série de origem. A formação das famílias ocorrerá em parte por afinidade, a partir da escolha dos próprios membros, e em parte a pelo diagnóstico de habilidades ao qual os alunos se submeterão no início do ano letivo.

crédito ekaterina_belova / Fotolia

Essa avaliação, que ocorre assim que eles chegarem ao Gente, pretende fazer um raio-x do estado da aprendizagem de cada um, tanto do ponto de vista do conteúdo tradicional quanto das habilidades não cognitivas, como comunicação, senso crítico, autoria. Cada aluno terá um itinerário de aprendizado pessoal, que funciona como uma espécie de playlist, só que em vez de músicas, estarão os pontos que ele precisa aprender ou desenvolver. Será o jovem o responsável por escolher a forma como o conteúdo lhe será entregue – videoaulas, leituras, atividades individuais ou em grupo. Todas as semanas os alunos serão avaliados na Máquina de Testes, um programa inteligente que propõe questões de diferentes níveis de dificuldade, para garantir a evolução no conteúdo. Quando ele não chegar ao resultado esperado, o jovem receberá uma atenção individualizada.
Tal atenção é de responsabilidade do mentor da família, o professor. Cada mentor será responsável por três famílias, que reunidas serão chamadas de equipe. “O mentor deve dar uma educação mais ampla, preocupada não só com os conteúdos tradicionais, mas com higiene, com aspectos socioemocionais do aluno, com a motivação dele”, diz Rafael Parente, subsecretário de novas tecnologias educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio, explicando a mudança no papel do professor naquele contexto. Em vez de dar aula de português ou matemática, o mentor vai ajudar o aluno a encontrar a informação de que precisa para entender o conteúdo, mesmo que o assunto não seja o da sua formação.


 Assim, explica Parente, se um professor de língua portuguesa precisar explicar um assunto mais específico de matemática, ele deve pedir ajuda para membros da família, se sentar com o aluno para assistir à videoaula da Educopedia com ele, tentar aprender junto. “O professor não vai ser mais aquele que transmite o conhecimento. Ele vai ser especialista na arte de aprender”, diz o subsecretário. O grupo de mentores que fará parte do Gente foi treinado para essa nova forma de lecionar.
Todos os dias, ao chegarem à escola, os alunos passarão por um momento de acolhida, em que compartilharão com seus pares experiências e expectativas para o dia. A jornada na escola é integral. Neste tempo, com o auxílio de seu itinerário e a liderança do tutor, cada um deverá decidir o que e em que ordem estudar e poderá, à livre escolha, se juntar a grupos de estudo de língua estrangeira, robótica, esportes, artes, desenvolvimento de blogs. É nesse momento que uma pergunta inevitável aparece: mas se o aluno não quiser fazer nada, ele não vai fazer nada, certo? Mais ou menos. Os mentores, explica Parente, estarão sempre por perto para motivar os alunos a avançarem, as avaliações mostrarão quem está ficando para trás e os integrantes da família – o tal grupo de seis – também deve incentivar uns aos outros. “Quando o aluno é protagonista do próprio aprendizado, faz suas escolhas, ele se envolve mais, se empolga mais com a escola.”
A tecnologia é outro fator importante na forma como o projeto foi organizado. Para que os alunos possam escolher entre ambiente virtual ou presencial, era preciso que todos os alunos tivessem acesso a equipamentos e internet. Por isso, cada aluno terá o seu tablet ou netbook e, quando for pedagigocamente justificável, vai poder levá-lo para casa. Todas as dependências do André Urani terá internet sem fio de alta velocidade.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Como Estrelas na Terra


Título Original: Taare Zameen Par



Filme de rara sensibilidade, obrigatório para todo educador e recomendado para quem é apaixonado pela Educação.


Sinopse: 
É a história de uma criança, Ishaan Awasthi, de 9 anos, que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Um professor substituto de Artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e a vontade de viver


Direção:
Roteiro:
Elenco: Aamir Khan (Ram Shankar Nikumbh)Darsheel Safary (Ishaan Awasthi)M.K. Raina (Diretor (Principal))Sachet Engineer (Yohaan Awasthi/Dada)mais
Produtores:
Países de Origem
140 min.
Estréia Mundial: 2007

Uma das músicas da  trilha musical 
"Taare zameen par"

http://youtu.be/qg3WnudEq44

sábado, 26 de janeiro de 2013

O Enigma de Kaspar Hauser





Jeder für Sich und Gott Gegen Alle, 1974)

 Direção: Werner Herzog
 Roteiro: Werner Herzog
 Elenco: Bruno S.,Walter Ladengast
 Gênero: Biografia/Drama/Histórico 
 Origem: Alemanha Ocidental
 Duração: 110 minutos
 Tipo: Longa-metragem



Sinopse: Kaspar Hauser é um jovem que foi trancado a vida inteira num cativeiro, desconhecendo toda a existência exterior. Quando ele é solto nas ruas sem motivo aparente, a sociedade se organiza para ajudar Kaspar, que sequer conseguia falar ou andar, mas este logo acaba se tornando uma atração popular. Baseado em uma história real.
"Cada um por si e Deus contra todos" é o título original que o diretor Werner Herzog tirou de Macunaíma", de Mario de Andrade.


Tema de abertura

Pachelbel - 

Canon in D major for strings and concerto



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O segredo está no tom da aula’, diz Salman Khan



“É que meu pai é professor”, respondeu o pequeno Imran, no inglês tímido de uma criança de quatro anos, quando perguntado por que tanta gente queria falar com o pai dele. Enquanto isso, no ambiente ao lado, Salman Khan, ou apenas Sal, atendia as últimas pessoas de uma legião de interessados em conhecê-lo, saber suas ideias e opiniões sobre educação, após evento promovido pela Fundação Lemann, em São Paulo. No dia anterior, o educador que ensina 6 milhões de alunos por mês encontrou-se com a presidenta Dilma Rousseff e com o ministro da Educação Aloisio Mercadante. Nesta quinta-feira (17/01/2013), contou como tem feito suas aulas chegarem a todos os países de mundo. O segredo do sucesso? O tom das aulas, simplifica ele.
Salman Khan lembra que, no início de sua empreitada, ele gravava suas aulas endereçando os comentários para parentes, que viviam em Nova Orleans e precisavam de ajuda em matemática. Mas ele reconhece que, até aí, não tinha nada de inovador. “Não fui a primeira pessoa que postou videoaulas no YouTube”, diz ele. “O que eu acho que me fez ficar popular foi o fato de eu estar falando para os meus primos, pessoas com quem eu me importava. Eu fui muito direto, eu falava o que vinha na minha cabeça”, revela o educador.
Não tendo um script prévio, nem nenhum tipo de amarra formal, suas explicações ficaram leves e interessantes, acredita. “As pessoas têm medo de cometer erros, seguem scripts. Quando eu erro, eu rio. Com isso, os alunos podiam ver que matemática não é acertar da primeira vez. O tom que eu uso nos vídeos é o tom que eu to usando agora, de conversa. N-ã-o f-a-l-o c-o-m-o s-e o-s a-l-u-n-o-s n-ã-o f-ô-s-s-e-m i-n-t-e-l-i-g-e-n-t-e-s”, brinca Khan, falando lentamente.
A audiência de São Paulo, Khan apresentou as ferramentas da Khan Academy e apresentou algumas de suas visões sobre as mudanças necessárias dos sistemas de ensino. O Porvir traz um infográfico que resume as principais informações sobre a plataforma do americano e guarda para amanhã, última matéria da Semana Khan, os frutos da vinda do professor ao Brasil, ações concretas que podem impactar um futuro próximo, além de algumas de suas perspectivas para o futuro. Confira!
Regiany Silva / Porvir