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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Casamento à indiana

Longos rituais, crianças em trajes típicos e convidados fotogênicos: premiado fotógrafo norte-americano conta como são os casamentos indianos

Foto: Daniel Krieger

A noiva indiana se veste sempre com cores fortes e de maneira bastante rica

Antes mesmo de todos entrarem no local onde será o casamento escutam-se tambores de uma música alegre: é o noivo que está chegando. Vestido de branco, o noivo e sua família chegam dançando. Enquanto isso, a espera da noiva prova que a cerimônia indiana começa muito antes do que se imagina.

Considerado um dos 50 melhores fotógrafos da cidade de Nova York por revistas especializadas, Daniel Krieger já fotografou muitos casamentos indianos. “Amo fotografar casamentos indianos porque eles são mais coloridos e as cerimônias têm mais detalhes”, diz Daniel. Ele explica que normalmente o casamento indiano começa um dia antes, quando a mão da noiva é pintada com desenhos de henna.

“É o chamado Mendhi, quando a henna é aplicada nos pés e nas mãos da noiva e de alguma outra mulher da família”, conta. Daniel, que acompanha a noiva durante essa sessão, explica que os desenhos em henna são feitos um dia antes, para que tenha tempo de secar até a cerimônia.

No outro dia, os convidados entram no local da cerimônia junto com o noivo. A noiva entra depois, vestida com um sári vermelho decorado com fios de ouro, e ambos rumam para uma estrutura de quatro pilares que fica no meio do local do casamento. “É como um coreto e representa uma casa para eles se casarem. O mais interessante sobre essa estrutura é que ela também existe em cerimônias judaicas, mas são chamadas de Chupah”, afirma Daniel.

“A cerimônia costuma ser mais longa que o comum de um casamento ‘ocidental’. Ultrapassa os 90 minutos”, lembra o fotógrafo. Em boa parte da cerimônia os noivos ficam sentados um de frente para o outro e mantêm contato visual o tempo inteiro.

Digam xis

Tão logo a cerimônia acaba, a noiva corre para trocar de roupa e o casal entra dançando uma música típica no salão. Quando a família se reúne a eles, na opinião de Daniel, a atmosfera atinge a alegria que um casamento tem que ter.

E não é à toa que o fotógrafo notou uma peculiaridade especial e sutil dos casamentos indianos. Segundo Daniel, todos esperam que se tirem muitas fotos. “Os convidados realmente gostam da chance de posar com o casal, por isso se passa uma boa quantidade de tempo apenas tirando essas fotos”, brinca.

Por causa do grande número de convidados, Daniel comenta que os casamentos indianos costumam ter mais crianças que os casamentos que costuma fotografar. “Quando elas estão vestidas de roupas tradicionais dão excelentes fotografias”, completa.

Fonte: Portal iG

sábado, 31 de março de 2012

Como são as tradições de casamento na cultura cigana

Vestido vermelho, "pacto de sangue" e prova de virgindade: há diferentes ritos para celebrar o matrimônio entre ciganos, com costumes típicos em cada grupo

Bronzeamento artificial, vestidos com cristais e tecidos caros e festas extravagantes para muitos convidados. “Meu Grande Casamento Cigano”, novo programa do canal por assinatura TLC (sábados, 21h00), mostra cenas de casamentos luxuosos e atuais. Mas a história das tradições dos clãs é um pouco diferente.

Com cristais e tecidos caros e festas extravagantes para muitos convidados. “Meu Grande Casamento Cigano”, novo programa do canal por assinatura TLC (sábados, 21h00), mostra cenas de casamentos luxuosos e atuais. Mas a história das tradições dos clãs é um pouco diferente.

Foto: Divulgação/"Meu Grande Casamento Cigano": tradições e extravagância no programa de televisão

De acordo com Nicolas Ramanush, presidente da Embaixada Cigana do Brasil Phralipen Romani, não é possível falar em um só casamento cigano típico. Cada grupo cultiva crenças e hábitos particulares e o casamento reflete as múltiplas facetas desta rica cultura.

Rodrigo Valenzuela, da Família Valenzuela, representante da cultura cigana em São Paulo, também explica que cada grupo tem uma tradição. “Principalmente porque eles adotam um pouco dos costumes locais da região em que estão”, conta. Com a miscigenação, alguns costumes mais tradicionais foram se adequando à cultura brasileira. Mas há casamentos que ainda resgatam a tradição cigana.

Foto: Arquivo pessoal/Jovanka e Rodrigo no casamento...

Foto: Arquivo pessoal/... e na festa: tradições variadas

“No Brasil, o grupo de ciganos predominante é representado pelos Calon, seguido pelos clãs Rom e Sinte”, afirma Nicolas. Entre os Calon, é tradição o casamento arranjado pelos pais dos jovens. “Já no clã ao qual eu pertenço, Sinte, temos a seguinte tradição: ‘sequestrar a garota’ e depois retornar para a aceitação e bênçãos dos familiares”, conta.

União entre famílias

Como o casamento Calon é planejado pelos pais do casal, é comum que os futuros noivos não se conheçam. “Desde jovens, as noivas são prometidas a seus futuros maridos”, afirma Jovanka Valenzuela, mulher de Rodrigo. O casamento é a representação oficial da união entre as famílias.

A cerimônia e a festa de casamento ciganas também são um pouco diferentes das brasileiras. Para os Calon, as festas duram três dias.
No primeiro dia, a noiva é apresentada aos familiares dos noivos, com um almoço ou jantar. No dia seguinte, ocorre a cerimônia de casamento, na religião à escolha dos noivos. “A festa começa no terceiro dia e pode durar até uma semana”, acrescenta Jovanka.

Vestido vermelho

Como ainda acontece em países como a Índia, segundo Nicolas Ramanush, é tradição a noiva vestir-se de vermelho. “A cor vermelha no vestido simboliza a paixão, o amor e a energia que a vida de casada irá demandar. Alguns clãs, aqui no Brasil e no mundo, ainda praticam esse ritual”, completa Nicolas.

Foto: Tanya Kotova/Casamento cigano na Romênia: mulheres da família preparam a noiva

Por uma influência do ritual religioso católico, outros grupos, como os Calon, adotaram os trajes na tradicional cor branca.

Outro costume antigo é exibir aos demais membros da comunidade, após a noite de núpcias, a prova da virgindade. “A noiva deita-se sob a camisa branca do noivo, que pela manhã exibe a mesma manchada de sangue”, relata Nicolas.

Os descendentes Calon também cultivam a tradição do corte no punho dos noivos. “É feito um corte no pulso esquerdo de cada um dos noivos, que juntarão os braços, simbolizando a união”, descreve Jovanka Valenzuela.


Serviço

Meu Grande Casamento Cigano
No canal por assinatura TLC (Travel & Living Channel), às segundas-feiras, 21h00.
GVT: canal 78 (HD)
SKY: canal 235 (HD)
TVA: canal 392
NET: canal 552 (HD)
Via Embratel: canal 607 (HD)
Telefônica TV Digital: canal 837 (HD)
TVN: canal 458 (HD)

Fonte: Portal iG

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um Violinista no Telhado

Mona Dorf

O violinista é um nome, uma figura que lembra a pintura de Chagall, onde os personagens parecem flutuar entre a realidade, o sonho e o céu.

” É a possibilidade de você se equilibrar, de você fazer a arte, quando tudo está ruindo ao seu redor, o musical fala de tolerância, convivência… Até que ponto voce pode ceder em relação ao outro”, comenta Charles Möeller.

Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, ‘Um Violinista no Telhado’ estreou na Broadway em 1964, com música de Jerry Bock e Sheldon Harnick, imortalizando canções com If I were a rich man mundo afora. Depois da bem sucedida temporada carioca, chega aso palcos paulistanos.

A reeinvenção de José Mayer

Atuar em ‘Um Violinista no Telhado’ é uma prova de fogo para qualquer ator, o personagem – o patriarca Tevye - exige um intérprete carismático, que equilibre técnica vocal e carisma. José Mayer já tinha feito antes dois musicais, um deles com Aderbal Filho, o ator tem tido há três anos aula de canto, mas sabia que havia um belo desafio pela frente: ” Obsessão é a marca do meu trabalho, mas ganhei um presente ao poder fazer esse musical, com uma companhia que prima pelo capricho, esmero, acabamento”, falando da Conteúdo Teatral, de Isser Korick e Leo Steinbruck, que produz o musical.

Parece que o ator nasceu talhado para o papel. E como canta!

José Mayer e a tradição…



A história

Tevye (José Mayer) entra em atrito com as três filhas mais velhas, Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues/Karina Mathias) e Chava (Julia Fajardo), que desafiam a tradição judaica, ao rejeitar os casamentos arranjados e adotar comportamentos “modernos” para o padrão religioso da pequena aldeia onde vivem. Ao lado da esposa Golda, (Soraya Ravenle), ele tenta conciliar os conflitos familiares.
Sem nunca perder o bom humor, Tevye lida à sua maneira com os problemas. Pensa alto, ri de si mesmo e conversas com Deus. O mais duro é driblar a esposa! A cena do sonho com a sogra que está morta, que relata para a mulher, como prenúncio de que o casamento não vai dar certo é impagável.

Além de conciliar a tradição com os novos tempos e a realidade das filhas casadoiras rebeldes, outro problema aflige a pequena comunidade de Anatevka: a hostilidade de grupos russos anti-semitas do Czar que começam a tumultuar o cotidiano das famílias. Os progroms - perseguições ás populações judaicas da Europa oriental – eram muito comuns no começo do século e duraram até as grandes guerras.

A vida em Anatevka podia ser pobre e difícil, mas era muito animada, com muita fofoca nos ghettos, música e dança. A dança da garrafa é hit da coreografia do musical e mostra a influência dos passos russos no repertório judaico.

A dança da garrafa é um tour de force para os atores/dançarinos



Entre rezas e festas tradicionais, celebrações de shabat e de casamentos, uma vitrine dos costumes judaicos

Na fictícia aldeia judaica de Anatevka, no interior da Rússia vivem moradores típicos, como o rabino, a casamenteira, o açougueiro, o mendigo e o forasteiro que chega para revolucionar os costumes seculares da aldeia.

Para vivê-los, o elenco participou de um workshop com Michel Gherman, mestre em História Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e o ator e pesquisador Claudio Erlichman.

O produtor Isser Korik, da Conteúdo Teatral, discorreu sobre o significado religioso de cada costume judaico retratado no espetáculo: “O que os mantém juntos é a tradição. Eles poderiam ter desaparecido, mas não aconteceu por causa, do amor maior à família, à tradição e aos rituais. É muito bonito falar disso num musical que é um ícône da cultura.
Charles Möeller e Isser Korich falam da riqueza do musical


Canções bem-humoradas como ‘If I Were a Rich Man’, se misturam com outras mais líricas como ‘Do you Love Me?’ e ‘Sunrise, Sunset’, um dos grandes momentos, ainda que estranhamos vê-las cantadas nas versões em português.

É que ‘Um Violinista no Telhado’ tem uma longeva trajetória ao redor do mundo, no palco e no cinema. Na época da estreia, bateu recorde de permanência, ficou quase oito anos em cartaz. Teve dez indicações ao Tony, e venceu em nove categorias. A montagem londrina de 1967 consagrou o ator israelense Chaim Topol como Tevye, personagem que ele viveu também no filme (‘Fiddler on the Roof’, 1971) e até hoje segue em turnê pelos Estados Unidos.

A coreografia original de Jerome Robbins foi recriada aqui por Janice Botelho. O cenário é de Rogério Falcão, os figurinos de Marcelo Pies.

Teatro Alfa
Temporada de 16 de março a 15 de julho
R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro
Quintas, às 21h. Sextas, às 21h30. Sábados, às 17h (a partir de abril) e 21h. Domingos, às 17h.

Fonte: Portal iG

quinta-feira, 29 de março de 2012

Livro ‘A Visita Cruel do Tempo’ une erudito e pop com elegância e criatividade

Thiago Ney

Finalmente terminei “A Visita Cruel do Tempo”, de Jennifer Egan. “Finalmente” não porque tenha demorado para ultrapassar suas 335 páginas (não levei nem três dias, o que para mim é BEM rápido, acredite), mas porque criminosamente havia demorado para começá-lo (o livro ganhou edição brasileira na segunda metade de janeiro).

“A Visita Cruel do Tempo” é um dos melhores livros que já li – me faz ter vergonha de escrever até no Twitter. Como alguém consegue construir uma narrativa de forma tão elegante, criativa, com personagens tão vivos em uma história tão bem amarrada?



Egan costura erudição com linguagem pop; contrapõe episódios melancólicos com passagens de humor preciso; vai e volta no tempo de maneira fluida, sem tropeços. Seus recursos parecem infinitos – usa até desenhos em esquema Powerpoint. O narrador aparece em primeira, em segunda e em terceira pessoas, e cada capítulo nos envolve a partir do ponto de vista de um dos personagens.

Dá para dizer que os principais são Bennie Salazar, ex-punk que montou um selo de música; e Sasha, assistente de Bennie que sofre de cleptomania. Mas tem mais: tem Lou, espécie de mentor de Bennie; tem Scotty. Jocelyn, Rhea e Alice, amigos de adolescência de Bennie; tem a assessora de imprensa Dolly e sua filha, Lulu.

Passeamos pela história desses personagens durante algumas décadas, indo e voltando, viajando de Nova York à África, passando por Nápoles.

Não é à toa que Jennifer Egan cita “Pulp Fiction”, “Os Sopranos” e “Em Busca do Tempo Perdido” como influências. “A Visita Cruel do Tempo” pode ser encarado como várias histórias que se fecham em si (como “Pulp Fiction”); seus protagonistas são assustadoramente humanos e densos (como em “Sopranos”); e (como no clássico de Proust) faz uma reflexão sobre como o tempo muda (ou não) os personagens.

Jennifer Egan ganhou o Pullitzer por este romance. A HBO já comprou os direitos para criar uma série. Desde “Um Dia” não lia um livro tão espetacular. Com a diferença que “A Visita Cruel do Tempo” é ainda melhor.

Fonte: Portal iG

quarta-feira, 28 de março de 2012

Conheça Florença de bicicleta!

Acervo pessoal

Cidade berço do renascimento italiano oferece uma excelente rede de vias para quem escolher a bicicleta como transporte

Florença figura facilmente como um dos maiores centros de arte e cultura do mundo. Berço do Renascimento italiano, com prédios de arquitetura impressionante, a capital da região italiana da Toscana também pode ser um excelente roteiro para pedalar, com ruas planas e ciclovias bem sinalizadas.

O trânsito em duas rodas é tão comum na cidade, que grande parte dos hotéis locais oferecem gratuitamente bicicletas aos seus hóspedes. Se o seu hotel não oferece este serviço, alugar uma “magrela” por lá também é bem fácil. Diversos pontos de Florença têm lojas que oferecem aluguel de bikes. A locação por 12 horas sai cerca de R$ 15.

Com mais de mil anos de existência, Florença tem vias mais antigas que o nosso Brasil. De tão antigas, são ruas estreitas e sinuosas, nada adequadas para os carros e ônibus, mas perfeitas para o trânsito de bicicletas, que circulam com desenvoltura pela atmosfera renascentista da cidade.

Ponte Vecchio é um ótimo ponto de partida para iniciar uma rota por Florença


Um bom lugar para começar a pedalar é na Ponte Vecchio, um lindo arco medieval sobre o Rio Arno, no centro da cidade. Saindo da ponte pela margem esquerda, vá em direção à Galleria degli Uffizi, um museu que guarda preciosidades como o quadro “O Nascimento de Vênus" de Botticelli.

Saindo da Uffizi, siga rumo ao Jardim Boboli usando a Via Costa San Giorgio, prossiguindo pelas vias de San Leonardo, Galileo e Michelangelo. Quando chegar novamente ao Rio Arno, acompanhe a margem até voltar novamente à ponte. Com este percurso, você terá percorrido por volta de 5km.

Além desta rota pelas ruas, você pode usar as ciclovias da cidade para fazer um percurso customizado. No site Florence Bike Pages é possível encontrar todas as vias exclusivas para bicicletas na cidade. Escolha a que mais agrada e descubra o prazer de pedalar em Florença.
Fique esperto!

• Pedalar no centro de Florença exige cuidado, já que o piso de boa parte das ruas é feito de pedras irregulares

• Janeiro e fevereiro são os únicos meses do ano não indicados para os ciclistas. O inverno castiga e a temperatura se aproxima de 0ºC

• Infelizmente, o roubo de bicicletas é bem comum em Florença. Certifique-se que a sua esteja presa ao um bom cadeado quando precisar deixá-la estacionada

• Controle sua velocidade, as ruas do centro da cidade são estreitas e sinuosas. Neste caso, pode ser difícil frear quando surgir um obstáculo

Boas pedaladas:
Localização: Itália/Florença
Horário: livre
Transporte: ônibus (confira as linhas no site do sistema de transportes local)
Fonte: Portal iG

segunda-feira, 26 de março de 2012

Barcelona "movida"

Acervo pessoal

Bela e movimentada, a orla da capital catalã é passeio obrigatório para quem não gosta de ficar parado


Foto:SergiLarripa/Wikimedia Commons

Os deques oferecem uma boa visão do Mar Mediterrâneo
Se há um lugar na Europa onde não se encontra dificuldade para correr ou caminhar é Barcelona. Primeira cidade do continente europeu a ter um plano estratégico voltado ao esporte, a capital catalã conta com locais bem equipados para exercitar as pernas e todo o corpo, como os parques de Montjuic e Collserolla.

Além deles, quem está na cidade a trabalho ou a passeio não pode deixar dar uma caminhada pela badalada orla local, com destaque para as praias Sant Sebastián e Barceloneta. Esses dois trechos e todo litoral da capital catalã são intensamente frequentados pelos turistas e moradores da cidade.

Além de admirar a bela vista do Mar Mediterrâneo, correr ou caminhar nas praias catalãs é vantajoso pela estrutura que elas oferecem. Os esportistas têm à disposição equipamentos de ginástica, bebedouros, vestiários, duchas, postos de informações e quiosques que vendem bebidas geladas.

Foto: Sergi Larripa/Wikimedia Commons

Amplos, os calçadões da orla de Barcelona são um convite a caminhada
Os calçadões à beira mar são amplos e convidativos. O único senão é que eles também são os favoritos de ciclistas e patinadores, o que exige muita atenção para não ser atropelado por algum desatento.

Praias vizinhas, Sant Sebastián e Barceloneta formam um bom percurso para quem quer caminhar por meia hora sem apertar muito o passo. Do começo da primeira até o final da segunda, você percorre cerca de 2km. Se decidir correr, gastará menos tempo, dependendo do fôlego e da empolgação. Enquanto faz esse trecho, você pode admirar grandes atrações do lugar, como as Torres de Sant Sebastián e Marenostrum, o Hotel Arts Barcelona e o Porto Olímpico.

Quem estiver com disposição, pode correr trechos mais longos. Por exemplo, partir de Sant Sebastián, passar pelas praias de Barceloneta, Nova Icária e terminar em Bogatell, totalizando 3km. O percurso pode chegar a 4 km se você incluir mais duas, Mar Bella e Nova Mar Bella. Para que costuma correr ou caminhar longas distâncias a sugestão é fazer um “bate-e-volta”, totalizando 8km. A boa forma e a saúde agradecem.
Seja qual for a rota escolhida, a melhor maneira ir até qualquer ponto da orla de Barcelona é de metrô, existem estações próximas de todas as praias.

Fonte: Portal iG

Amsterdã: uma cidade em duas rodas

Acervo pessoal

Ciclovias da cidade têm placas específicas para orientar o tráfego de bicicletas

Assim como as famosas tulipas e os canais, as bicicletas podem tranquilamente fazer parte de qualquer cartão-postal de Amsterdã. Elas estão em todo canto na cidade.
É um verdadeiro exército de “magrelas” – e isso não é uma força de expressão, não– a estimativa é que circulem mais de 700 mil delas pelas ruas da capital holandesa, representando espantosos 37% do tráfego total na cidade.

Os nativos usam as bicicletas não apenas para lazer e exercícios. É comum ver homens engravatados e mulheres empetecadas, muitas de salto alto, pedalando em direção ao trabalho. A paixão pelas bikes também não tem idade. Nos 400 km de ciclovias de Amsterdã, circulam adultos, velhos, jovens e crianças.

Com todo esse ambiente tão amigável às duas rodas, fica irresistível pedalar ao visitar à terra dos tamancos de madeira. O lugar mais indicado para fazer isso é mesmo nas ciclovias. Não é difícil encontrá-las nos principais bairros de Amsterdã, as faixas brancas que as representam são facilmente identificáveis no lado direito das ruas, assim como os desenhos de bicicleta pintados no chão.

Por cerca de 10 euros o dia, é muito fácil alugar uma fiet – apelido carinhoso que os holandeses dão as suas amadas bicicletas. O site I Amsterdam oferece uma lista dos locais que disponibilizam o serviço. Quem estiver na loja de locação pode aproveitar para comprar lá mesmo um guia que oferece mapas das ciclovias e das melhores rotas para pedalar.

Mas antes de sair pedalando, é preciso saber de uma coisa. Assim como todos nativos, os ladrões locais também adoram bicicletas. Não é brincadeira, o furto delas é infelizmente muito comum na cidade. Fique de olho e não a deixe a sua magrela dando sopa, é provável que você a perca se deixá-la sozinha sem uma boa corrente e um bom cadeado. Confira abaixo mais dicas de como circular com segurança em duas rodas pela bela capital da Holanda.
Fique esperto!

• Evite pedalar no centro da cidade, há uma quantidade enorme de carros circulando, deixando o ciclista muito apertado na sua faixa

• Se a rua tiver ciclovia, permaneça nela. É extremamente proibido circular entre os carros nesta situação

• Nem pense em pedalar nas calçadas, quando estiver nelas, desça da bike e vá andando

• Algumas ciclovias têm mão dupla, preste atenção às indicações pintadas no asfalto

• Em vários cruzamentos há sinais exclusivos para as bicicletas, fique atento a eles

• Não é recomendado parar na ciclovia, os ciclistas locais costumam andar em alta velocidade, você pode ser atingido

• Pedale defensivamente, prestando atenção nos colegas ciclistas
Boas pedaladas
Localização: Holanda/Amsterdã
Horário: livre
Transporte: transportar a bicicleta nos barcos é de graça. Já nos trens custa 6 euros

Fonte: Portal iG